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Trigo reage no Sul e em Chicago: oferta restrita no Brasil e recuperação técnica impulsionam mercado

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O mercado de trigo vive um momento de sustentação nos preços domésticos e recuperação nas cotações internacionais. Enquanto a disponibilidade limitada da safra passada mantém o cereal valorizado na Região Sul do Brasil, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registram alta nesta quarta-feira (10), impulsionados por compras técnicas após recentes quedas.

A combinação entre estoques apertados no mercado brasileiro, custos logísticos e monitoramento das safras do Hemisfério Norte mantém produtores, moinhos e investidores atentos às próximas movimentações do setor.

Escassez de oferta fortalece preços no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a baixa disponibilidade de trigo segue sustentando as cotações. Segundo análise da TF Agroeconômica, os estoques remanescentes são estimados em aproximadamente 190 mil toneladas, volume considerado insuficiente para abastecer o mercado até a chegada da próxima safra, prevista para novembro.

Com o trigo argentino chegando a Canoas ao equivalente a US$ 300 por tonelada, os moinhos elevaram suas referências de compra para o produto gaúcho. Os negócios para embarques em junho e julho partem de R$ 1.350 por tonelada FOB, avançando para R$ 1.370 nos contratos para julho e agosto e alcançando R$ 1.400 para entregas em agosto.

No mercado CIF, o trigo de melhor qualidade é negociado entre R$ 1.480 e R$ 1.500 por tonelada, enquanto lotes de qualidade inferior variam de R$ 1.400 a R$ 1.420. O trigo branqueador registrou negócios entre R$ 1.450 e R$ 1.480 FOB ao longo da semana.

Para a nova safra, as indicações giram em torno de R$ 1.250 por tonelada FOB para novembro, valor semelhante ao praticado para exportação em dezembro. No campo, o preço de balcão ao produtor voltou a subir e atingiu R$ 68,04 por saca em Panambi.

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Santa Catarina mantém estabilidade

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente estável, com negociações pontuais e pouca variação nos preços.

Com as cotações das demais regiões relativamente acomodadas, o frete passou a exercer papel decisivo na formação dos preços finais. O trigo catarinense é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, para retirada e pagamento em até 30 dias.

A oferta equilibrada e a ausência de fatores de pressão relevantes mantêm o estado em um cenário de estabilidade comercial.

Paraná registra ajustes pontuais

No Paraná, as cotações apresentaram leve recuo, refletindo a combinação de compras realizadas anteriormente a preços mais baixos, chegada de trigo importado e bom nível de abastecimento dos moinhos.

Além disso, parte da demanda já direciona suas atenções para contratos de setembro e para a safra nova, reduzindo o ritmo de aquisições imediatas.

As ofertas no Sudoeste do estado variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada FOB. Já o trigo gaúcho disponibilizado ao mercado paranaense é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

O trigo branqueador continua próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto os contratos da nova safra permanecem na faixa de R$ 1.320 a R$ 1.350 por tonelada. O trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros também avançou para US$ 300 por tonelada.

Chicago amplia recuperação técnica

No cenário internacional, os contratos futuros do trigo seguem em trajetória de recuperação na Bolsa de Chicago.

Na manhã desta quarta-feira (10), o contrato com vencimento em julho era negociado a US$ 5,94 por bushel, alta de 90 pontos. O contrato de setembro avançava para US$ 6,05 por bushel, também com ganho de 90 pontos, enquanto o vencimento de dezembro operava a US$ 6,22 por bushel, acumulando valorização de 84 pontos.

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O movimento ocorre após os preços atingirem recentemente os menores níveis dos últimos meses, estimulando compras de oportunidade por parte de fundos e investidores.

Oferta global ainda limita altas mais expressivas

Apesar da reação observada em Chicago, os fundamentos globais continuam apontando para um quadro de ampla oferta.

O avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e as boas perspectivas produtivas em importantes países exportadores seguem limitando movimentos mais consistentes de valorização.

Analistas destacam que a recuperação atual possui forte componente técnico, enquanto o mercado continua avaliando os volumes que chegarão ao mercado internacional ao longo das próximas semanas.

Clima e nova safra permanecem no radar

No Brasil, o foco dos agentes está voltado para o desenvolvimento da safra de inverno, especialmente nos estados do Sul, responsáveis pela maior parte da produção nacional.

As condições climáticas nas regiões produtoras seguem sendo monitoradas de perto, uma vez que esta fase é determinante para o potencial produtivo das lavouras.

Enquanto isso, a oferta restrita da safra anterior continua sustentando os preços internos. Ainda assim, o ritmo dos negócios permanece moderado, refletindo a cautela de compradores e vendedores diante da proximidade da nova colheita e da volatilidade observada no mercado internacional.

Com estoques apertados no mercado doméstico e uma recuperação técnica em Chicago, o trigo segue em um momento de atenção redobrada para toda a cadeia produtiva, que acompanha tanto a evolução das lavouras quanto os sinais vindos do cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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