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Soja enfrenta pressões globais e mercado interno mantém cautela

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O mercado da soja no Brasil segue com comportamento variado entre os estados, refletindo fatores regionais e a cautela dos produtores.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permaneceu limitada, com negociações pontuais. Segundo a TF Agroeconômica, as indicações de preço para pagamento em setembro, com entrega entre agosto e setembro, foram de R$ 141,00/saca (-0,70%) nos portos, enquanto no interior os valores ficaram em R$ 135,00/saca em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa.

Em Santa Catarina, o período de entressafra mantém estabilidade nos preços. O vazio sanitário e o monitoramento da ferrugem asiática seguem como medidas estratégicas para preservar a produtividade. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 140,29.

O Paraná acelera o plantio, mas os produtores permanecem cautelosos na comercialização. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 142,23/saca (+0,32%), enquanto em Ponta Grossa o preço caiu para R$ 129,20/saca (-0,71%), e no balcão da mesma região, para R$ 120,00.

Já no Mato Grosso do Sul, há expectativa de safra recorde, mas a comercialização segue com oscilações. Em Dourados e Campo Grande, o spot registrou R$ 124,52/saca (-0,75%), enquanto em Chapadão do Sul houve leve alta de 0,27%, para R$ 120,58/saca.

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No Mato Grosso, a aposta é na estratégia de vendas antecipadas. Em Campo Verde, o preço ficou em R$ 123,08, enquanto em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum os valores recuaram para R$ 119,28/saca, com quedas de até 1,39%.

Chicago sente pressão da Argentina e da China

Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja registraram novas baixas na manhã de quarta-feira (24). Por volta de 7h15 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 4 e 4,5 pontos, levando o vencimento de janeiro a US$ 10,27 e o de julho a US$ 10,67 por bushel.

A pressão vem da Argentina, que zerou temporariamente as retenciones (impostos sobre exportação), estimulando a venda antecipada dos produtores. Apenas no dia 22, o volume comercializado superou 1,5 milhão de toneladas, entre soja da safra antiga e da nova.

A China, por sua vez, intensificou as compras de soja argentina, adquirindo dezenas de navios, além de ampliar aquisições no Brasil. Esse movimento reduz ainda mais a demanda pelo grão norte-americano, pressionando Chicago.

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Soja encerra em leve alta após quatro quedas consecutivas

Apesar das pressões externas, a soja conseguiu fechar em leve alta na terça-feira, impulsionada pela recomposição de posições e preocupações com a qualidade das lavouras nos Estados Unidos.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de novembro subiu 0,10%, a US$ 1.012,00/bushel, e o de janeiro avançou 0,12%, a US$ 1.031,75/bushel. O farelo de soja, no entanto, recuou 1,36%, enquanto o óleo teve leve alta de 0,37%.

A pressão continua vindo da Argentina, mas o clima adverso nos Estados Unidos, com seca em regiões produtoras, mantém as expectativas de produção em queda. O consultor Michael Cordonnier reduziu sua estimativa de produtividade para 3.497 kg/ha, abaixo dos 3.598 kg/ha projetados pelo USDA, o que reduziria a produção para 113,7 milhões de toneladas.

Esse cenário reforça a tendência de recuperação dos preços no curto prazo, já que a oferta americana pode se tornar mais restrita, enquanto a demanda internacional, liderada pela China, continua firme.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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