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Ministério da Defesa celebra 100ª edição do Projeto Rondon

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Brasília (DF), 9/6/2026 –
Marco simbólico na trajetória do Projeto Rondon, a centésima edição já tem destino: o Pará. A Operação Carimbó será realizada de 9 e 25 de julho, com base em Marabá, reunindo 368 rondonistas de 35 instituições de ensino superior. As equipes atuarão em 18 municípios paraenses, incluindo localidades da região do Araguaia e da Ilha do Marajó.

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A programação abrange ações nas áreas de cultura, educação, saúde, comunicação, meio ambiente, direitos humanos, trabalho, tecnologia e produção. Para a professora Maristela Mercedes Bauer, da Universidade Feevale (RS), rondonista há cinco anos, a edição tem um significado especial. “O Projeto Rondon é como um livro aberto do Brasil, e cada operação escreve uma página. A Operação Carimbó é a página número 100”, afirma. Para ela, o maior legado vai além das atividades realizadas. “Fica na forma como passamos a olhar o mundo. O Rondon ensina algo raro, que cidadania também é afeto e presença, e que transformar realidades começa quando alguém decide verdadeiramente enxergar o outro”, evidenciou.

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Na prática, as universidades são organizadas em dois grupos e desenvolvem ações  socioeducativas conforme suas áreas de atuação. A partir de um diagnóstico prévio da realidade local, os rondonistas promovem oficinas, palestras e capacitações gratuitas para moradores, gestores públicos e lideranças comunitárias. Entre as principais iniciativas estão capacitação profissional, ações de saúde preventiva, atividades educativas e projetos voltados à cidadania e à sustentabilidade. Há, ainda, um terceiro grupo de trabalho responsável pela produção de conteúdo das atividades desenvolvidas pelos rondonistas, com fins de divulgação. 

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 Iniciativa reafirma impacto social

“O nosso amor pelo Rondon já começou dentro de casa”, conta Maria Bantle ao relembrar a participação da mãe no Projeto Rondon nos anos 1980. Inspirada por esse exemplo, ela e o irmão, Eduardo Bantle, integraram a Operação Itapemirim em 2016, quando ainda eram estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Hoje, Maria leva esse legado como voluntária em ações humanitárias pelo mundo. 

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A trajetória de Maria revela, na prática, a essência do Projeto Rondon. Coordenada pelo Ministério da Defesa, a iniciativa interministerial do Governo Federal, conecta universitários a diferentes realidades do país com uma missão clara: fortalecer a cidadania e promover o desenvolvimento social, ampliando oportunidades e reduzindo desigualdades.

É no contato direto com comunidades em situações de vulnerabilidade que essa proposta ganha vida. Em parceria com universidades e governos locais, estudantes e professores, conhecidos como – rondonistas – compartilham saberes, constroem vínculos e criam soluções para desafios reais em áreas como educação, saúde, cultura, meio ambiente e direitos humanos.

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Para o coordenador-geral do Projeto Rondon, coronel do Exército Brasileiro Euclides Soljenitsin Araújo, a experiência vai além da atuação em campo. “O Rondon contribui para o desenvolvimento nacional, forma cidadãos e leva qualidade de vida a populações onde as políticas públicas enfrentam mais dificuldade para chegar”, afirma. Segundo ele, o contato direto com realidades diversas transforma a trajetória dos estudantes. “Ao vivenciar essa troca de saberes em municípios muitas vezes desconhecidos, o universitário se torna um profissional mais humano”, complementa.

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Histórico

Criado em 11 de julho de 1967, o Projeto Rondon surgiu no contexto da doutrina de segurança nacional, com o lema “Integrar para não entregar”. A iniciativa nasceu de um estudo de sociologia desenvolvido na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 1966, no Rio de Janeiro, que analisava a relação entre militares e a sociedade brasileira.

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A primeira missão, conhecida como Operação Zero, levou 30 estudantes e dois professores a Rondônia por 28 dias, em uma experiência que combinava pesquisa de campo e ações de assistência, em especial na área médica. 

Extinto em 1989, o projeto foi retomado em 2005, sob coordenação do Ministério da Defesa, em Tabatinga (AM), com o slogan “Lição de vida e de cidadania”. Desde então, consolidou-se como uma ação interministerial que articula Governo Federal, universidades, estados, municípios e comunidades em torno de um objetivo comum: promover o desenvolvimento social e fortalecer a cidadania por meio da troca de conhecimentos.

 

Por Helena L’acosta
Fotos: Projeto Rondon

Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
(61) 3312-4070 

 

Fonte: Ministério da Defesa

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