O mercado de proteínas animais apresentou comportamentos diferentes na primeira quinzena de abril, com destaque para a valorização do frango resfriado, maior competitividade frente à carne bovina e queda nos preços dos ovos devido à demanda enfraquecida.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que fatores como custos logísticos, consumo interno e dinâmica de oferta influenciaram diretamente os preços no período.
Frango sobe e atinge maior competitividade frente à carne bovina desde 2022
Os preços do frango resfriado registraram alta na Grande São Paulo, avançando 6,6% na primeira quinzena de abril em relação a março, com média de R$ 7,18 por quilo.
Mesmo com a valorização da carne bovina, o frango alcançou o maior nível de competitividade frente ao boi dos últimos quatro anos. Em contrapartida, frente à carne suína, o cenário é menos favorável, sendo o pior desde 2022, devido à forte queda nos preços da carcaça suína.
Custos com frete e aumento da demanda sustentam alta do frango
De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização do frango está diretamente ligada ao aumento nos custos de frete, impulsionados pela alta dos combustíveis no Brasil, reflexo do conflito no Oriente Médio.
Além disso, o aquecimento da demanda no início do mês, favorecido pelo pagamento de salários, também contribuiu para sustentar os preços da proteína no período.
Preços dos ovos caem com demanda abaixo do esperado
Diferentemente do mercado de frango, o setor de ovos encerrou a primeira quinzena de abril com queda nas cotações em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.
A tradicional recuperação da demanda no início do mês não se confirmou, resultando em menor ritmo de vendas e aumento da pressão por descontos.
Oferta e demanda desequilibradas pressionam mercado de ovos
Segundo o Cepea, a procura por ovos ficou abaixo das expectativas, enquanto a oferta apresentou comportamentos distintos entre as regiões.
Em algumas praças, não houve aumento significativo nos estoques nas granjas. Já em outras, a menor movimentação comercial levou ao crescimento da disponibilidade do produto, pressionando ainda mais os preços.
Histórico pós-Quaresma indica possível continuidade da queda
O cenário atual acende um alerta para o setor de ovos, especialmente quanto ao equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.
Dados do Cepea mostram que, nos últimos dois anos, após o período da Quaresma, os preços dos ovos registraram quedas por vários meses consecutivos, influenciados pelo aumento da oferta interna.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






















